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Anticoncepcional e enxaqueca

Entenda a relação entre anticoncepcional e enxaqueca

A saúde da mulher é um tema em constante debate. Isso porque as relações desse público com o ambiente e a sociedade são muito diversas. Um tema que tem chamado bastante a atenção é o que relaciona as crises de dores de cabeça e anticoncepcional.

As crises de enxaqueca são mais comuns em mulheres do que em homens, sendo que a população feminina possui três vezes mais chance de desenvolver essa doença. Além disso, estima-se que cerca de 20% das mulheres são diagnosticadas com enxaqueca ao longo da vida.

Isso acontece, principalmente, devido a variação hormonal que as mulheres apresentam durante o ciclo menstrual. Essa variação afeta o sistema nervoso, uma vez que ele sofre influência dos hormônios sexuais femininos, tendo como consequência, por exemplo, o aumento da excitabilidade neuronal.

Essa relação traz diversos efeitos para esse sistema, tais como a modulação de vias nervosas, como a via relacionada à dor. Por consequência, há uma colaboração para o desenvolvimento da enxaqueca em mulheres.

Essa situação pode ser muito prejudicial à saúde da mulher, pois compromete o seu bem estar, tanto físico quanto psicológico. A explicação para isso é que a enxaqueca é considerada uma doença incapacitante, já que pode prejudicar a pessoa enxaquecosa a desempenhar suas tarefas diárias.

Para além dos fatores naturais que fazem a mulher ser mais propensa a apresentar esse quadro quando comparadas aos homens, existe ainda um fator agravante que relaciona anticoncepcional e enxaqueca.

É muito comum  existir a relação entre dores de cabeça e anticoncepcional, sendo percebida ao iniciar o uso desse tipo de medicamento.

Compreender essa relação é extremamente importante para garantir uma melhoria da saúde da mulher.

Qual a relação entre anticoncepcional e enxaqueca?

A relação entre dores de cabeça e anticoncepcional é diferente da de anticoncepcional e enxaqueca, tendo diferentes impactos na saúde da mulher. Isso porque as mulheres que apresentam apenas cefaleia (dor de cabeça), sem presença de outros sintomas, não possuem necessariamente enxaqueca. 

Logo, a relação entre dores de cabeça e anticoncepcional tem uma relevância diferente, sendo permitido o uso desse medicamento apesar das dores de cabeça como efeito colateral. 

Entretanto, para as pacientes enxaquecosas, a relação entre anticoncepcional e enxaqueca é um pouco mais complicada. 

Por isso, para as mulheres que possuem essa doença, é importante avaliar o grau e o tipo de enxaqueca que elas apresentam. A partir disso, é possível prescrever o anticoncepcional mais adequado para a paciente.

De modo geral, os contraceptivos à base de estrógeno são contra indicados para as pacientes com esse quadro. Isso porque esses medicamentos apresentam alto risco de acidentes vasculares, além de dificultar o controle das crises, sendo muito prejudiciais à saúde da mulher.

Vale destacar que existem dois principais tipos de enxaqueca: com aura e sem aura. Cada uma delas possui contra-indicações diferentes em relação ao uso de contraceptivos.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) a enxaqueca com aura, é reconhecida como categoria 4 na indicação do uso de pílula anticoncepcional com conteúdo de estrogênio. Essa categoria se refere às condições de saúde em que os riscos do uso da pílula são inaceitáveis, ou seja, eles não devem ser utilizados.

Além dessa questão, o uso de métodos combinados (com estrógeno + progesterona) podem potencializar as chances de acidentes vasculares em pacientes enxaquecosas, colocando em risco a saúde da mulher.

Assim, é possível perceber que o diagnóstico preciso é essencial para estabelecer os limites entre o anticoncepcional e enxaqueca. Dessa forma, fica mais fácil de  evitar as crises e possíveis complicações associadas ao uso dos contraceptivos, além de proporcionar uma melhoria na saúde da mulher.

Qual o melhor anticoncepcional para quem tem enxaqueca?

Não existe o melhor método para um quadro geral, afinal cada mulher possui sintomas e características diferentes. Por isso, o ideal é que o médico avalie caso a caso para que, em conjunto com a paciente, determine qual medicamento é mais adequado e que garanta boa condição da saúde da mulher.

Entretanto, é possível estabelecer algumas recomendações gerais para quem deseja evitar os efeitos colaterais entre anticoncepcional e enxaqueca.

 Evite métodos a base de estrógeno

Os contraceptivos à base de estrógeno possuem, frequentemente, a cefaléia como efeito colateral. Dessa forma, dores de cabeça e anticoncepcional oral a base de estrógeno acomete até mesmo mulheres que não possuem enxaqueca.

Por isso, para evitar esse efeito adverso, o ideal é optar por outros métodos contraceptivos mais adequados. 

As pílulas, por exemplo, que são o método mais comum, possuem diversas composições, sendo as três principais compostas de:

  • Estrógeno
  • Estrógeno + progesterona (pílula combinada)
  • Progesterona

As pílulas a base de progesterona, são uma opção melhor para quem apresenta quadros de cefaléia ou enxaqueca frequentes.

Nos casos de dores de cabeça e anticoncepcionais, os métodos a base de progesterona são eficientes, já que, em geral, essas dores são efeitos colaterais dos métodos que possuem estrógeno em sua composição.

Além das pílulas, existem outros métodos hormonais livres de estrógeno, como DIU hormonal, Implanon, entre outros.

Entretanto, para os casos de enxaqueca, optar por método a base somente de progesterona pode não ser o suficiente. Nesses casos, os métodos não hormonais podem ser a saída mais indicada para melhoria da saúde da mulher.

Opte por métodos não hormonais

Os métodos não hormonais ou com baixa carga hormonal podem ser uma opção ainda melhor. Para quem quer optar por métodos completamente livres de hormônios, existe a possibilidade de usar um DIU de cobre ou DIU de prata.

Todos esses métodos alternativos mostram que não é preciso colocar a saúde da mulher em risco para conseguir aderir a um método contraceptivo. É possível sim conciliar a qualidade de um método eficaz junto com a redução dos gatilhos para as crises enxaquecosas.

Como descobrir se tenho apenas cefaleia ou também enxaqueca?

Apesar de algumas pessoas acreditarem que possuem enxaqueca, é preciso ter o diagnóstico médico para confirmar o quadro. Isso porque, assim como já foi falado, possuir dores de cabeça não necessariamente indica a presença de enxaqueca.

O ideal é buscar um neurologista para fazer uma avaliação aprofundada. Na Neurologia Integrada você consegue encontrar um atendimento especializado que pode, não só oferecer o diagnóstico, mas também um tratamento eficaz para a enxaqueca.

A partir do diagnóstico, é possível tanto traçar um tratamento eficiente, quanto ter orientações a respeito do que deve ser evitado, como alguns dos métodos contraceptivos citados.

Além disso, vale destacar que a escolha do método contraceptivo ideal, seja ele hormonal ou não, deve ser feito em conjunto com um ginecologista. Assim, é possível garantir a eficácia e qualidade no processo de contracepção, bem como a garantia da saúde da mulher.

Para mais dicas de dor de cabeça e cefaleia siga-nos no Instagram Superando Enxaqueca.

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5 respostas

    1. Boa tarde, algumas pessoas podem apresentar um tipo de dor de cabeça que pode estar relacionada à obesidade, que chama Hipertensão Intracraniana Idiopática (também conhecida como Pseudotumor Cerebral). Nesse casos o ganho de peso prejudica o retorno do sangue do cérebro, levando ao aumento da pressão cerebral, dor de cabeça, perda visual e zumbido. Tem tratamento muito eficaz e sugiro buscar um neurologista especialista em dores de cabeça para lhe ajudar!

    1. Em alguns casos de enxaqueca com forte relação com período menstrual, podemos optar pelo uso continuo de contraceptivo. É importante se consultar com neurologista e ginecologista com experiência nesses casos!

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