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Distonia Cervical: o que é, quais as causas e principais tratamentos

distonia cervical

Entenda mais sobre a distonia cervical e saiba quais são as principais manifestações características desse distúrbio neurológico 

 

A distonia cervical é um distúrbio neurológico caracterizado por contrações involuntárias da musculatura presente na região do pescoço.

Esse quadro clínico é responsável por uma série de manifestações incômodas para o paciente, que incluem desde dores locais, até posições anormais ou incomuns. 

As distonias, de forma resumida, são um grande grupo de condições de origem neurológica que afeta a capacidade de controle da contração muscular, fazendo com que ocorra os movimentos ou contrações involuntários. 

No caso da distonia cervical, também conhecida pelo nome de “torcicolo espasmódico”, trata-se de um quadro contínuo e de evolução crônica, se apresentando, principalmente, pela contração repetitiva, prolongada e descontrolada dos músculos cervicais. 

 

Causas da distonia cervical 

A distonia cervical, atualmente, já é uma condição neurológica bem descrita na literatura médica. Acredita-se que o mecanismo geral envolvido no seu aparecimento está relacionado a algum tipo de falha na  transmissão de sinais pelo sistema nervoso, acarretando em alterações no controle muscular da região do pescoço. 

Porém, ainda hoje, não se sabe quais são as causas exatas para o desenvolvimento desse quadro,  sendo que, na grande maioria dos casos, a causa não é conhecida. 

Apesar disso, existem dois grandes grupos de possíveis causas que podem estar relacionadas ao aparecimento desse problema e evolução progressiva da torcicolo espasmódica. 

 

1. Origem congênita e ou genética 

Geralmente, as pessoas portadoras da distonia cervical apresentam esse quadro desde o nascimento. Além disso, sabe-se que indivíduos com histórico familiar positivo para o torcicolo espasmódico têm uma chance maior de desenvolver o quadro. 

Assim, observa-se que essa é uma condição que sofre grande influência de questões genéticas e hereditárias. 

 

2. Distonia cervical secundária 

Distonias secundárias são aquelas desencadeadas por outros quadros clínicos prévios. Pacientes com outras condições neurológicas, como Alzheimer, Acidente Vascular Encefálico (AVE), paralisias cerebrais e traumas físicos têm uma maior chance de desenvolver o torcicolo espasmódico. 

Além disso, existem relatos de distonia cervical secundária causada por reações medicamentosas ou erros metabólicos que afetam a capacidade da contração muscular. 

 

Principais sintomas da distonia cervical 

Dentre os principais sintomas desse distúrbio neurológico, podemos destacar: 

  • Dores na região do pescoço; 
  • Postura incomum ou anormal do pescoço, associado a rotação da cabeça; 
  • Sensação de enrijecimento dos músculos cervicais; 
  • Tremores na região; 
  • Movimentação anormal ou involuntária dos ombros. 

Vale ressaltar que os sintomas podem aparecer em qualquer idade, porém são mais comuns entre os 20 a 60 anos, com pico entre os 30 a 50 anos. Além disso, geralmente, eles evoluem de forma progressiva, aumentando de intensidade ao longo do tempo. 

 

Tratamentos para distonia cervical 

Antes de iniciar o tratamento, é importante que seja feito o diagnóstico adequado com o neurologista capacitado. Se você apresenta algum sintoma, procure auxílio médico qualificado. 

 

Nos dias de hoje, os principais tipos de tratamento para distonia cervical são: 

1. Aplicação de botox 

O botox é popularmente conhecido devido ao seu uso estético para rejuvenescimento facial. Mas você sabia que ele pode ser útil para tratar condições patológicas, como as distonias?  

Isso porque, a toxina botulínica, substância que é aplicada nos tratamentos com botox, tem a capacidade de reduzir a contração muscular no local onde é aplicada. Assim, para além de reduzir as marcas de expressão, essa substância tem um papel fundamental para auxiliar na diminuição ou interrupção dos movimentos involuntários característicos da distonia cervical. 

 

2. Medicamentos 

Assim como para várias outras condições clínicas neurológicas, o uso de medicamentos orais pode ser indicado, de acordo com a sintomatologia e evolução do quadro apresentado pelo paciente. 

Geralmente os medicamentos orais indicados são aqueles que melhoram ou controlam os espasmos e a movimentação desordenada. Além disso, pode ser empregado o uso de relaxantes musculares para reduzir os sintomas. 

 

3. Fisioterapia 

A distonia cervical também pode ser tratada por meio de fisioterapia, em que são realizados exercícios específicos para trabalhar o controle e relaxamento muscular da região, aliviando a sintomatologia característica do distúrbio. 

 

4. Cirurgia 

Para os quadros em que as intervenções descritas acima não foram eficientes, pode haver a necessidade de realizar procedimento cirúrgico, através de duas técnicas principais: 

  • Desnervação periférica seletiva; 
  • Estimulação cerebral profunda. 

Porém, é importante ressaltar a necessidade de se consultar com um neurologista capacitado antes de iniciar qualquer tipo de tratamento por conta própria. Assim, o médico poderá fazer o diagnóstico correto e avaliar qual a melhor forma para intervir baseando-se no seu quadro. 

Para saber mais sobre a distonia cervical e entender melhor sobre os tratamentos, entre em contato com a Clínica Neurologia Integrada e agende já sua consulta com o neurologista Dr. Bruno Funchal. 

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